escrito por : Gabriel Taliati 30 de dezembro de 2012






Introdução:
Começo dizendo que adoro os trabalhos de Junji Ito. Ele é um dos melhores mangakás de terror, em minha opinião. Uzumaki e Tomie foram, sem dúvida, os melhores trabalhos dele, e os mais conhecidos. Fiquei tão contente quando achei UZUMAKI no mercadolivre que quase surtei, pois esses mangás são antigos, e a editora Conrad já faliu. 


A história
A história de Uzumaki é bem simples, e ao mesmo tempo, bastante complexa... Somos apresentados à Kirie Goshima, uma garota que more Kouzuro, que é onde a história acontece. Do nada, ela percebe que a cidade toda começa a ficar obsecada por espirais. E nisso, vários acontecimentos bizarros vão acontecendo, tudo envolvendo as espirais.Desde furacões perseguidores de pessoas, até uma pequena mancha na testa, que vira uma espiral e consome humanos... Junji Ito é um dos poucos mangakás que escreve terror sem gore (violência, sangue, decapitação...) Os “fantasmas” que aparecem são todos fictícios (óbvio!) e não existe essa de “um matando o outro, sangue jorrando...”, e acho que é isso que deixa os mangás do autor bons de se ler.

 Os capítulos tem em sí a mesma base: Sempre acontecerá algo envolvendo espirais na cidade, Kirie será a vítima, e depois todos os moradores continuarão vivendo como se nada tivesse acontecido. Mas o legal de Uzumaki é que as consequências deixadas pelos capítulos continuam acontecendo, diferente de vários One-shots do autor, onde tudo acaba e termina sem um “final”. Mas já digo logo, se você espera a solução para mistérios, não leia nada de Junji Ito. O autor já deixou claro que não gosta de mistérios resolvidos, ele gosta de tudo que não tem resposta, então, você não saberá “porque as espirais assombram a cidade”, mas dá pra se ter uma ideia lendo o último capítulo.

Versão da Conrad:

Página colorida do Vol. 02
Eu nunca tinha lido um mangá da Conrad pra falar a verdade, e pelo que percebi, o tratamento é muito melhor que o dos mangás da JBC. As páginas originalmente coloridas foram mantidas, e com um papel diferente. Não se teve perda de contraste, como nos mangás de hoje em dia, e a tinta tornou as páginas bem nítidas. O papel usado é o padrão, e a capa ficou bem mais grossa, diferente dos mangás originais. O desenho da capa é o mesmo da versão japonesa, mas temos o desenho completo, ao invez de só um pedaço, como nas versões originais.
Porém, como nem tudo são flores, as traduções das onomatopéias ficaram quase apagadas. 
Viram? É quase impossível ver que tá escrito ZUUUM aí...








Elas são brancas, e não têm nenhuma borda de outra cor, para diferenciar. Por isso, fica difícil de achá-las no meio dos desenhos.
Encontrei também uns erros onde espaços foram comidos, deixando palavras coladas, mas isso foram em raras vezes.
Acredito que a Conrad fez um ótimo trabalho, principalmente nas páginas coloridas. Uma pena ela ter falido =/

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