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- Exclusivo! Entrevista: Banda Radioativa
escrito por : Iury Santos Lima
4 de novembro de 2015
Arrebentando no cenário do rock nacional desde 2009 e de EP novo, 'Se Ainda Há Razão', Radioativa conversa com a gente e fala sobre correira, fãs e o que vem por aí!
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| Foto central: Fotógrafo Fabiano Santos |
O que começou como diversão se tornou trabalho sério, e também sucesso! a banda Radioativa é uma das bandas independentes de maior potencial e personalidade do cenário do rock brasileiro! Na caminhada desde 2009 e passando por algumas mudanças na formação ao londo carreira, a banda lança o novo EP, 'Se Ainda Há Razão', com músicas cheias de energia e uma evolução incrível!
A banda é composta por Ana Marques, a vocalista; Felipe Pessanha, o guitarrista; Fabricio Oliveira, também guitarrista; Denny Manstrange, baixista, e Rodrigo Aranha, baterista.
Tive o grande prazer de bater um papo com os integrantes, que foram super simpáticos e atenciosos! Aproveite a entrevista do X-Diversão com a Radioativa!
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| Foto: Elias Azevedo |
1 X-DIVERSÃO: Oi, pessoal da RADIOATIVA! A banda tem crescido
e se destacado bastante nos últimos anos.
Como foi que surgiu a ideia de formar uma banda e se dedicar a isso?
RADIOATIVA: A banda começou em 2009 e era, inicialmente, um projeto de
diversão entre amigos. Não tínhamos uma visão de futuro, nem muitas pretensões,
simplesmente estávamos fazendo o que gostávamos, com quem gostávamos. Foi muito
natural.
X-DIVERSÃO: Como foi passar pelos processos de mudança na
formação da banda? Isso não gera, no fundo, um clima chato entre vocês?
RADIOATIVA: Como todo amadurecimento, nunca é fácil. Algumas mudanças
foram mais marcantes, outras nem tanto. Mas sabíamos que cada uma delas
reservava muito crescimento pra nós. Cada uma delas foi um degrau pra chegarmos
aonde chegamos.
X-DIVERSÃO: Como é fazer dar certo no Brasil uma banda
totalmente independente de tanta qualidade, como a RADIOATVA?
RADIOATIVA: O importante é ter consciência de que as coisas não são
fáceis. Elas não são fáceis em nenhuma profissão, e na música tem um aditivo.
Temos que manter na cabeça que fazemos o que fazemos porque amamos, e todo o
resto sempre será consequência.
X-DIVERSÃO: Ensaiar, gravar, realizar shows, eventos e
agenda lotada... Como é conciliar todos esses compromissos com a vida
particular, tendo uma banda independente de sucesso?
RADIOATIVA: [Ana] “Minhas notas já foram melhores...” (risos). Bom, é preciso ter responsabilidade e força de vontade. O
pior cansaço é o mental. Se você mantém sua mente focada e saudável, ela não se
cansa, ela sempre quer mais. E é assim que fazemos isso funcionar.
X-DIVERSÃO: No começo da carreira foi muito difícil fazer o
nome da RADIOATIVA? Como eram os desafios, como conseguiam shows e tudo mais?
RADIOATIVA: Todo começo é difícil... E não só fazer um nome, mas mantê-lo.
Hoje em dia muita gente sabe quem somos e reconhece nosso trabalho – e isso é
incrível! Já batemos muito de “porta em porta”, divulgamos muito o nosso som. E
tudo isso sempre procurando melhorar nosso trabalho.
X-DIVERSÃO: A RADIOTIVA já pensou em procurar alguma
gravadora, ou o plano é continuar independente mesmo?
RADIOATIVA: Por enquanto, é
continuar independente. Mas nunca se sabe...
X-DIVERSÃO: Vemos direto várias bandas independentes
surgindo nos novos reality shows de música na tevê brasileira. Já passou pelas
ideias de vocês participar também?
RADIOATIVA: Sim, já nos inscrevemos. Mas essas coisas são meio
complicadas. Precisa ter um bom contato com alguém de dentro, ou muita sorte.
Estamos em busca dos dois! (risos)
X-DIVERSÃO: Na opinião da banda, é melhor ser independente
ou assinado por uma gravadora, com todos os pós e contras que isso pode trazer?
RADIOATIVA: Acho que assinar com uma gravadora tem seus prós. Algumas
preocupações saem da sua cabeça e, obviamente, dão espaço a outras. Não podemos
dizer com precisão, porque sempre fomos independentes. E a vida de banda
independente é muito dura, mas ao menos, quando as recompensas vêm, são todas
nossas, fruto do nosso esforço, algo realmente gratificante.
X-DIVERSÃO: Subir no palco e ver o púbico com sede de rock,
gritando e esbanjando energia positiva deve ser realmente uma recompensa
incrível! Como é encarar o público e querer fazer daquele o melhor show
possível para eles?
RADIOATIVA: É muito fácil querer fazer o melhor show possível, porque nós
amamos o que fazemos! Quando colocamos o coração em qualquer projeto, ele tende
a dar o mais certo possível. A energia do público nos dá ainda mais força pra
isso – se houver ao menos uma pessoa ali por nós, já estaremos imensamente
agradecidos!
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| Foto: Arquivo Radioativa/ Página oficial no Facebook da banda |
X-DIVERSÃO: Sempre tem aquele show, aquele público, que
marca muito! Nessa caminhada da RADIOATIVA, qual foi o show mais intenso que já
fizeram?
RADIOATIVA: Alguns na Lona Cultural de Jacarepaguá, que apelidamos de
segunda casa, e um no Teatro Odisseia. Neste último, além de vários rostos
conhecidos de longa data, vimos novas pessoas que sabiam nossas músicas e
cantavam conosco desde as antigas até as novas. Foi incrível!
X-DIVERSÃO: E qual o maior desafio já enfrentado por vocês?
RADIOATIVA: [Ana] “A banda começou em 2009, mas teve um hiato que durou
até 2011. Esse reinício foi o maior desafio. Era um momento em que tínhamos que
decidir: continuar ou deixar tudo de lado? Não sei o que seria da minha vida
hoje se tivéssemos desistido ali. Foi o maior desafio e trouxe as melhores
recompensas.
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| Foto: Elias Azevedo |
RADIOATIVA: Somos sempre muito abertos a todos que vem falar conosco, tirar fotos, bater um papo. Nós amamos essa interação! É uma das melhores coisas de fazer o que fazemos: saber que do outro lado existem pessoas que sentem o que sentimos, que encontram seus próprios sentidos para o que nossas letram expressam. Já aconteceu de fã exigir atenção, o que é complicado, porque temos uma vida normal, trabalhamos e ainda fazemos faculdade, nem sempre dá pra responder todas as mensagens no momento em que as visualizamos. Mas no geral, é sempre muito tranquilo, todos são muito carinhosos conosco e é um prazer retribuir esse sentimento!
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| Foto: arquivo pessoal de Ana Marques |
X-DIVERSÃO: Ana e Felipe, não rola um certo "ciumezinho" em
relação com algum tipo de fã extrapolado? (Risos)
RADIOATIVA: [Felipe] “Até hoje não houve nenhuma situação que
extrapolasse os limites. O interessante é que a Ana é mais assediada por
mulheres do que por homens... Os homens tendem a ficar mais retraídos quando me
veem por perto. Já as meninas... (risos)”.
Ah, pra quem não sabe, Ana Marques e Felipe Pessanha namoram! O casal da banda que adoramos shippar! <3
X-DIVERSÃO: Quais são as maiores referências e inspirações
pra vocês?
RADIOATIVA: Temos diversas influências do rock internacional e também do
meio pop. Somos muito ecléticos e procuramos mesclar vários estilos, pegando
influências de cada um e construindo nossa própria identidade.
X-DIVERSÃO:Tem projeto novo a caminho? Queremos saber!
RADIOATIVA: Sim! Recentemente gravamos uma viagem que fizemos apenas
entre nós 5. Essas imagens serão base para o webclipe de “Se Ainda Há Razão”, a
primeira faixa do nosso último EP lançado. O vídeo deve ficar pronto no início
de novembro!
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| Foto: Fotógrafo Fabiano Santos |
X-DIVERSÃO: Qual o recado de vocês para quem quer montar uma banda e seguir carreira na música?
RADIOATIVA: Muita perseverança! É uma caminhada longa até que você consiga encontrar pessoas que tenham o mesmo objetivo e garra que você. No meio do caminho, muita coisa acontece e há muito o que ser superado, há dias em que você acha que não tem mais forças pra continuar, mas "se você acredita em algo, vale a pena lutar!". No final as coisas encontram o destino certo.
Entre no clima e assista ao clipe oficial de 'Você Não Sabe Nada Sobre Mim', do EP 'Se Ainda Há Razão':
Banda incrível, não? Todo o sucesso que estão tendo não é atoa! Radioativa tem tudo pra crescer ainda mais. O rock nacional está muito bem representado!
O blog agradece imensamente ao tempo da banda dedicado a essa entrevista, e toda a paciência, disposição e simpatia com que responderam às perguntas.
Sucesso!
Texto: Iury Santos Lima
Imagens: Fotógrafo Fabiano Santos, Elias Azevedo, arquivo Radioativa e Ana Marques/ Divulgação, Reprodução






